sábado, 13 de dezembro de 2008

O Romance de D. Pedro e Inês de Castro

Casamento de D. Pedro e Dona Constança

D. Pedro e D. Constança celebraram o seu casamento na Sé de Lisboa, em 1336. D. Afonso IV e a rainha Dona Beatriz, sua mulher, estavam orgulhosos pois o seu filho casara com alguém que não pusesse em causa a independência de Portugal.

A chegada de Inês de Castro

Na companhia da princesa, viera Inês de Castro. Era uma donzela filha natural de D. Pedro de Castro, nobre guerreiro da Galiza, e bisneta do rei D. Sancho IV de Castela. Inês de Castro vivia na corte com D. Constança e D. Pedro, a sua beleza em pouco tempo atraiu D. Pedro causando nele um grande amor por ela.

O plano falhado

D. Constança, sabia como D. Pedro lidava com D. Inês de Castro, insegura, decidiu convidar D. Inês para ser madrinha do seu filho, pois assim conseguiria mantê-los afastados. D. Inês aceitou, no entanto não conseguira mante-los afastados, pois sucedia-se o encontro entre D. Inês e D. Pedro.

A morte de D. Constança

A saúde de D. Constança ficara cada vez pior, o tempo fora passando e morrera no parto da sua filha Maria em 1345. A morte desta transtornou todos, embora com a morte desta, D. Pedro e Inês de Castro podiam assim assumir o grande amor que tinham um pelo outro.

Amor à distância

Após a morte de D. Constança, D. Afonso IV preocupava-se com a relação de D. Pedro e D. Inês, obrigando a amante de D. Pedro a exila-se para Albuquerque, região entre Castela e Portugal. Ainda assim, os amantes continuavam a encontrar-se e a comunicar por cartas, o amor entre ambos era tão grande que estava capaz de resistir a tudo, a todos os obstáculos. Assim, D. Pedro contrariando as ordens de seu pai, mandou D. Inês ir para Coimbra pois poderiam assim estar juntos. Lá tiveram quatro filhos, o primeiro chamava-se Afonso, mas morreu ainda muito novo, tiveram mais dois meninos com os nomes João e Dinis e ainda uma menina chamada Beatriz.

O assassinato de D. Inês de Castro

Os conselheiros de D. Afonso IV, insistiam que a independência de Portugal ia estar em causa se D. Inês e D. Pedro casassem. Passaram algumas semanas e D. Afonso IV reuniu os seus conselheiros de Estado, Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pedro Coelho, para tomar uma decisão sobre o destino da vida de Inês de Castro. Os argumentos que ouviu não o convenceram mas conseguiram, de facto, que a hesitação vencesse finalmente e entregasse a sorte da amante de D. Pedro nas mãos dos que a queriam ver morta.

Na noite de 7 de Janeiro, os conselheiros mataram D. Inês sem piedade.

A vingança

Ao tomar conhecimento da morte de Inês, D. Pedro com a raiva que o controlava desafiou o rei, seu pai, para uma guerra, a qual D. Beatriz conseguiu impedir. As promessas que fez de perdão aos seus inimigos depressa as esqueceu D. Pedro quando subiu ao Trono, no ano de 1357, vingou-se dos conselheiros de seu pai, Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar, os outros dois morreram em Santarém, D. Pedro mandou amarra-los a um poste, tirou a um o coração pelas costas e ao outro o coração pelo peito, por fim, trincou os corações de ambos.

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